No artigo com o título „Theory in Anthropology since the Sixties“ que foi publicado em 1984 por Cambridge University Press, a autora Sherry Beth Ortner aprofunda diferentes escolas e movimentos da Antropologia desde os anos 60 até aos anos 80.
O texto presente é uma redacção crítica do artigo de Sherry Ortner - tanto de conteúdo como formal.
Índice
1. Introdução
2. Parte principal
2.1 Os anos 60 (símbolo, natureza, estrutura)
2.2 Os anos 70 (Marx)
2.3 Os anos 80 (practice)
2.3.1 The Natur of Interaction between Practice and the System
3. Conclusão e perspectiva
Objetivos e temas da obra
O presente trabalho constitui uma redação crítica sobre o ensaio "Theory in Anthropology since the Sixties" de Sherry B. Ortner, analisando como a autora traça a evolução das correntes antropológicas ao longo de três décadas e o papel central do conceito de "practice".
- Análise diacrónica das escolas antropológicas desde os anos 60 até aos anos 80.
- Exame do conceito de "practice" como novo paradigma unificador na Antropologia.
- Avaliação da estrutura metodológica do ensaio original.
- Discussão sobre lacunas temáticas, como o trabalho de campo e o debate "writing culture".
- Reflexão sobre a influência do Estruturalismo e o papel das relações de poder na disciplina.
Auscerto do livro
Theory in Anthropology since the Sixties
Na introdução, Sherry Ortner faz duas afirmações. Primeiro, havia um período naquele alguns campos e escolas com categorias teóricas isoladas existiam e no início dos anos 60 várias „revoluções“ tiveram lugar. A segunda afirmação é que no tempo em que ela escreveu o texto (1984) desordem e confusão de categorias predominavam. Mas ela diz também que este caos ou – com as palavras de Victor Turner- esta anti-estrutura poderia formar a base para uma nova e talvez melhor ordem. Ela afirma que se desenvolve um novo símbolo dentro da orientação teórica da Antropologia.
A autora acentua estas afirmações com muitos exemplos. Nos parágrafos sobre os anos 60 e 70, ela menciona e descreve várias correntes teóricas que são claramente identificáveis. Estas eram nos anos 60 a Antropologia Simbólica com os representantes Clifford Geertz, Victor Turner e David Schneider, a Ecologia Cultural e o Estruturalismo de Claude Lévi-Strauss. A década seguinte é ilustrada com os exemplos Marxismo Estrutural e Economia Política. Na última grande parte do texto, o leitor pode verificar rápidamente que não existem nenhumas escolas teóricas determinadas nos anos 80.
Resumo dos capítulos
1. Introdução: A autora estabelece o ponto de partida crítico sobre a fragmentação da Antropologia e introduz a sua tese sobre o surgimento do conceito de "practice".
2. Parte principal: Este capítulo analisa cronologicamente a evolução da teoria antropológica, segmentando-a em três décadas distintas para observar a transição entre diferentes escolas de pensamento.
3. Conclusão e perspectiva: Sherry Ortner encerra o ensaio sintetizando os desenvolvimentos teóricos e oferecendo uma visão prospectiva sobre a direção da Antropologia.
Palavras-chave
Antropologia, Sherry Ortner, Practice, Estruturalismo, Antropologia Simbólica, Marxismo Estrutural, Poder, Agency, Trabalho de campo, Writing culture, Pós-Colonialismo, Etnologia Feminista, Teoria, Cultura, Sociedade.
Perguntas frequentes
Qual é o foco principal deste trabalho?
O trabalho foca-se numa análise crítica do ensaio de Sherry B. Ortner sobre a evolução da teoria antropológica entre os anos 60 e 80, destacando a ascensão do conceito de "practice".
Quais são os principais tópicos abordados?
Os tópicos incluem as correntes teóricas da Antropologia Simbólica, Estruturalismo, Marxismo Estrutural, Economia Política e o impacto do debate "writing culture".
Qual é o objetivo central desta redação crítica?
O objetivo é avaliar a estrutura, a clareza e o conteúdo do ensaio de Ortner, além de identificar possíveis lacunas argumentativas sob uma perspetiva atualizada.
Que metodologia foi aplicada na análise do texto?
A análise segue uma abordagem crítica-descritiva, examinando a organização cronológica da autora e a forma como ela confronta e relaciona diferentes teorias.
O que é tratado no corpo principal do texto?
O corpo principal examina detalhadamente a divisão tripartite do ensaio original (anos 60, 70 e 80) e a transição teórica que culmina na análise da interação entre prática e sistema.
Quais palavras-chave melhor definem a obra?
As palavras-chave centrais são Antropologia, Practice, Estruturalismo, Agency e Poder.
Por que a autora menciona o "writing culture" debate?
O autor da redação critica a omissão deste debate no ensaio original, considerando-o fundamental para compreender a questão da representação do "outro" e a assimetria de poder na etnografia.
Como o conceito de "practice" é relacionado com o poder?
O autor argumenta que a noção de poder é inseparável da prática, especialmente através da análise das correntes de Pós-Colonialismo e Etnologia Feminista, que buscam desconstruir relações de dominação.
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- Anonym (Autor:in), 2011, Redacção crítica do texto „Theory in Anthropology since the Sixties“, München, GRIN Verlag, https://www.hausarbeiten.de/document/176713