O presente livro propõe uma imersão em diferentes perspectivas da inteligência artificial na educação, articulando desde os fundamentos técnicos até as implicações subjetivas da automação no ensino. Para oferecer uma visão abrangente e estruturada, o estudo irá se dedicar a quatro temas fundamentais que conectam a tecnologia à prática pedagógica.
A historiografia da Inteligência Artificial (IA) transcende a mera cronologia de incrementos computacionais e sucessões de avanços técnicos, ela se manifesta como a materialização de uma teleologia humana voltada à mimetização e, em última instância, à transcendência das faculdades cognitivas do Homo sapiens. Ao analisar a trajetória descrita por MacCorduck (2004), em “Machines Who Think”, observa-se que o desenvolvimento de sistemas autônomos estabelece um diálogo direto com as atuais transformações pedagógicas, onde a tecnologia deixa de ser um suporte infraestrutural para se tornar um agente mediador ativo no processo de ensino-aprendizagem. Essa transição não é meramente instrumental, mas profunda, pois enquanto as raízes lógicas da IA remontam aos autômatos da antiguidade, a contemporaneidade introduz o que Shimabukuro (2024) caracteriza como um ponto de ruptura ontológica.
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- Marcelo Mendonça Teixeira (Author), 2026, Arquitetura da Mente Artificial. Como a IA Modela à Educação Contemporânea e Estabelece o Silêncio Semântico, Munich, GRIN Verlag, https://www.hausarbeiten.de/document/1706137